terça-feira, 5 de maio de 2009

Viver e Existir!


“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
Oscar Wilde



Você vive de verdade ou apenas existe? Apenas está presente fisicamente neste mundo? Você vive para existir ou existe para viver? Ou considera que existir é viver ou viver é existir?

Mais sobre a minha vida...


Peço desculpas, novamente, pelo sumiço. E gostaria de agradecer a todos que estão “acompanhando” a minha vida. Eu sei que são poucos, mas pelo menos sinto que não estou escrevendo à toa. Muito obrigado, gente! ^^
Depois da creche eu fui para a pré-escola, mas houve um probleminha...
Eu nasci em agosto de 1989, e eu não poderia entrar no pré com 5 anos para fazer 6, ou seja, entrei com 6 anos para fazer 7. E fui para a primeira série com 7 para fazer 8. Você provavelmente já deve ter percebido que é como se eu estivesse um ano atrasado com relação aos demais. Enquanto a maioria concluiu o ensino médio com 17 anos, eu já tinha 18! Bem... Isso nunca me preocupou, mas eu odiava falar a idade e “neguinho” arregalar os olhos e me perguntar “Nooossaaaaa! Você repetiu algum ano?”.
Bons tempos a pré-escola! Quanta energia, quanta felicidade, ingenuidade, inocência e bondade! Bondade?! Acho que só se for da minha parte, porque desde lá eu já observava verdadeiros demônios se desenvolvendo no meio de crianças.
Pega-pega continuava sendo a minha brincadeira favorita. Como eu corria! Mas lá no pré era proibido correr, “eles” adoravam assustar as crianças com histórias do tipo “Outro dia um garoto estava brincando de pega-pega e acabou caindo, bateu a cabeça e MORREU!”. Entrava por um ouvido e saía pelo outro, não só em mim como na cabecinha de todas as outras pequenas criaturas.
E pra complicar a vida das crianças, existia um “tio”, um velho estranho, rabugento e mal-humorado que apanhava as crianças em plena corrida. Certo dia, quando eu estava... Adivinha o quê? Eu trombei de cara na barriga dele. Meu nariz tevê hemorragia na hora e eu apaguei. Quando despertei eu estava deitado num banco do pátio, com a professora segurando um lenço no meu nariz e, ao meu redor, todo mundo da minha turma me observando completamente atônitos. Parecia filme: “Oooh! Ele está acordando!”.
Eu estudava de manhã e como minha mãe trabalhava fora (empregada doméstica), quem me levava para o pré era o Sr. Enéias, um velho dono de um bar, e amigo da família. Muito “gente fina”.
Nem tenho muito que falar do pré. Foi uma ótima fase. Eu tinha bons amigos, me divertia muito, inteligente e como sempre causava muita inveja em alguns.
Ah! Já ia me esquecendo de que eu tive formatura no pré. E paguei um mico legal: fui de bermuda, tênis e uma camisa do “Mortal Kombat”! Enquanto todos os outros estavam a rigor. Fiquei com um pouco de vergonha, mas logo passou, afinal eu era criança. Se fosse hoje em dia eu não saberia onde enfiar a cara.
As crianças foram divididas em casais. A garotinha que eu fiquei, claro, estava toda produzida, vestido branco, flor no cabelo e tal... Hoje em dia eu indago “Será que a mãe dela ficou chateada em ver que o par dela não estava à caráter?”. Não sei, mas fizeram questão de tirar uma foto de nós dois juntos. Eu deveria estar ridículo, mas como era criança muita gente deve ter achado “engraçadinho” (prefiro acreditar nisso).

“Na infância, o aparelho sexual ainda está inativo enquanto o cérebro já funciona plenamente; por isso, essa é a época da inocência e da felicidade, o paraíso perdido do qual sentimos falta pelo resto da vida.”
Arthur Schopenhauer